quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Vaidade

Talvez esteja fugindo um pouco do foco deste blog, mas hoje eu acordei com a necessidade de falar um pouco a respeito da vaidade. A vaidade é algo contra a qual eu luto já há bastante tempo, e que por diversas vezes tem levado a melhor sobre mim. No meu caso a vaidade se manifesta na necessidade das pessoas me admirarem, de terem sua atenção voltada para mim por conta de alguma coisa que eu faça ou de terem o mesmo encanto que eu tenho quando trato de algum assunto. E o mais impressionante, é que por muitas vezes ela se manifesta de forma inconsciente, e quando eu vejo, já foi.

Eu fui um adolescente extremamente tímido, incapaz de iniciar um diálogo com qualquer pessoa que fosse. Para quebrar essa barreira, eu ficava desenhando (não sou um exímio desenhista, mas dá para o gasto), na esperança de que as pessoas me notassem e me desse atenção. Coisa de doido? Sei lá! Mas deixando detalhes psicológicos de lado, a vaidade é algo contra qual eu e todos os artistas cristãos devem lutar. A vaidade desvia nosso olhar de Deus, e quando nos damos conta, estamos falando de nós mesmos ao invés de falar Dele. É óbvio que é muito bom receber um aplauso ou um elogio, mas o problema é quando deixamos nossos próprios interesses tomarem conta de nossa arte, fazendo com que nosso foco seja única e exclusivamente o APLAUSO.

Bem, este é meu caso. Na iminência de iniciar "Mirácula", estou eu aqui a me degladiar com minha vaidade. O teatro é algo com um poder que muitos não percebem. Através dele podemos contar histórias, encantar as pessoas, remetê-las ao passado ou ao presente, curar e também matar. Compartilhar amor, ou destilar o ódio de uma forma tão sutil mas ao mesmo tempo extremamente impactante. Eu tenho a pena afiada, e já feri muitas pessoas com minhas palavras (escritas). Mas pela Graça de Deus, também já pude ser o co-autor (porque Deus é o Grande Autor) de muitas boas histórias.

Por que estou confessando tais coisas? Para que você leitor veja que quem ousa escrever "Mirácula" não passa apenas de pó, um ser humano tão falho quanto qualquer outro e que depende única e exclusivamente de Deus para escrever essa história. História essa que não pode ser somente a minha, mas sim a de todos nós.

Thiago Lim@

P.S. - Um Feliz Natal à todos!

Um comentário:

Henry M disse...

haha, eu também ficava desenhando quando criança esperando que as pessoas gostassem!

Eu não sei distinguir os motivos que me levam a fazer as coisas.

Parece que a vaidade esta presente até quando outros motivos bons estão presentes...

-gabriel