segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma breve introdução

Esta não é a primeira vez que montamos uma peça. Ao longo dos últimos dez anos, a Cia. Teatral Sal da Terra já apresentou 19 peças, sendo 15 delas à partir de textos originais e 4 à partir de textos adaptados; além de novas montagens de textos originais apresentados no início das atividades do grupo. Ao todo, foram 62 apresentações, de 1997 à 2008. É claro que nem todas ocorreram em teatros, mas sim, em púlpitos de igrejas e pátios de escolas...

Não pretendo aqui discorrer sobre o histórico do grupo, mas é interessante situar você leitor sobre o contexto no qual Mirácula estará inserida. A Cia. Teatral Sal da Terra é um grupo essencialmente formado por cristãos. Surgiu na Igreja Adventista da Promessa em 1997; "oficializou" suas atividades no ano 2000; e acabou ficando no "limbo", de 2004 à 2007 (dê uma olhadinha no blog do grupo se você quiser saber mais a respeito), retomando suas atividades de uma forma desvinculada da instituição igreja desde então, como parceiro do Projeto Alegr'Art.

Nosso objetivo é o de compartilhar com as pessoas aquilo que acreditamos ser a verdadeira essência do Evangelho: a Graça de Deus através de Jesus. Mas como falar de algo tão estranho e sem sentido para a maioria das pessoas, fora do contexto "evangeliquês" ou "igrejês", sem ser anacrônico ou alienado das necessidades, angústias, neuras e tudo aquilo que faz parte da nossa humanidade? A única resposta possível para esta pergunta é: compartilhando a Palavra de Deus que NUNCA muda, para um mundo em constante mudança...

Não pense que ao assistir a uma de nossas peças, você encontrará aquelas historinhas de Jesus pra ovelha dormir, que façam os "irmãozinhos" rejubilarem em estrondosos aleluias, com Jesus numa túnica esvoaçante a fazer algum milagre, ou quem sabe a velha fórmula "drogado + alcoólatra + prostituta + aceite jesus = conversão instantânea e livres de seus problemas". Pelo contrário, não suporto estereótipos. Não somos um renomado grupo de vanguarda, mas ao contar uma história, queremos que ela seja o mais relevante e contextual possível, que ela possa incomodar aqueles que a assistam a ponto de tirá-los de sua zona de conforto e fazê-los refletir sobre a sua relação com o Deus e com seu semelhante; tudo isso com arte, inteligência, sensibilidade e GRAÇA... "semente de mostarda e não, caroço de abacate".

Thiago Lim@

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